segunda-feira, 19 de maio de 2014

POL066. O Sol queima a Terra


(Coleção Pólvora, nº 66)
 
"Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". Esta frase, proferida por Porfirio Dias, tornou-se célebre e ela retrata a debilidade trazida para um país por uma proximidade por vezes desastrosa. Acontece que Porfirio conduziu os destinos do México durante uma série de anos, caracterizando-se por entregar ao capital estrangeiro alguns recursos importantes do país. A acção da novela decorre tendo como pano de fundo o ambiente de revolta contra este poderoso do país o qual levou à formação de grupos guerrilheiros para o combater.
A. G. Murphy imaginou um conjunto de guerrilheiros que não olhavam a meios para atingir os seus fins e que podiam considerar-se criminosos. Num roubo, destinada a financiar a luta contra Porfírio, mataram os pais da personagem central da novela. Alguns anos mais tarde, começou a vingança e, um a um, os assassinos foram sofrendo merecido castigo. Acontece que uma bela menina era familiar de um deles. Como iria reagir o nosso herói ao encontrar-se com ela e conhecer os seus laços familiares? Esta novela deliciosa tem algumas semelhanças com a saga do Zorro e o nosso mascarado, vingador, até se faz acompanhar por um índio...
A capa, não assinada, mostra a forte mancha da colecção Pólvora.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

POL061. Uma águia entre abutres

(Coleção Pólvora, nº 61)
 
Allan Scuberry, «o Sério», era filha de um conhecido bandido, o qual foi morto pelo xerife Pat Ares. Allan tinha sido criado entre bandidos, alguns dos quais participaram na sua educação, designadamente no manejo de armas.
Após a morte d pai, todos esperavam que Allan o vingasse, abatendo o xerife. Ele próprio sentiu essa chamada, pensando que nunca mais seria respeitado se não o fizesse.
No momento do encontro com o xerife, ele convenceu-o que os culpados da morte do pai tinam sido os seus companheiros que o tinham arrastado para uma vida de crimes. Ele só tinha cumprido o seu dever. Allan interiorizou aquela justificação e dedicou-se à punição dos antigos companheiros do pai.
Esta novela de J. Tell, com um argumento interessante, não é muito convincente nem está muito bem redigida


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

POL053. O falso herdeiro

(Coleção Pólvora, nº 53)

Evan Tyson recebeu a notícia da morte de seu tio e de que era herdeiro de considerável fortuna e partiu para Calvert, Califórnia, para tomar posse da mesma, sem sonhar que alguns invejosos estavam interessados em tomar o seu lugar. 
Com efeito, o ajudante do advogado que admnistrava a herança, movido pela cobiça, entrou em contacto com o facínora Spade e este decidiu fazzer desaparecer Tyson e tomar o seu lugar. 
Acontece que Tyson não pereceu ao ataque e, apesar de se ver aflito para demonstrar a sua verdadeira identidade, conseguiu a mais bela das recompensas na pessoa da formosa Lilian que o tratou depois de o encontrarem às portas da morte. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

POL049. Uma só carta

(Coleção Pólvora, nº 49)


Começa assim este livro de Richard Jacson: “Desde o primeiro momento em que se viram, mesmo antes de conhecerem os nomes um do outro, houve entre ambos uma nítida antipatia, uma repulsa tão violenta como irrefletida. Quando cada um deles soube alguma coisa da vida e das andanças do outro, viu que aquela hostilidade instintiva era justificada”.
“Poucos dias depois de pisar pela primeira vez as ruas de Rock Spring, Speedy Bob Cantrell não era mais, aos olhos de Lilian Webster, do que um assassino profissional, um pistoleiro a soldo de quem melhor lhe pagasse”.
“Bob não dizia o que pensava dela, porque um homem não deve dizer, em público, mal de uma mulher, mas a verdade é que recearia menos uma cobra cascavel do que as palavras de mel e os doces sorrisos da cançonetista do «Oasis Saloon»”.
“Aqueles que conheciam, por pouco que fosse, a histyória dos dois, afirmavam que ambos tinham razão. Lilian tinha passado os últimos seis ou sete anos a vaguear pelas cidades mineiras do Colorado e pelas povoações de vaqueiros do Wyoming, onde arruinara quantos tinham confiado nas suas promessas, e provocado três lutas sangrentas em que haviam perdido a vida criaturas que, provavelmente, valiam mais do que ela”.
“Por seu lado, Speedy, fazendo honra à sua alcunha, tinha atirado, em mais de uma vintena de ocasiões diferentes, com mais rapidez do que os seus adversários – e todos eles haviam sido enterrados sem demoras inúteis”.
Com este início, pensar-se-ia o pior dos “heróis” da nossa história. O certo é que, com o decorrer da descrição, a opinião acerca de ambos vai-se modificando. Lilian tinha muitos defeitos, enganara muito homem, mas por vezes tinha o sentido da honra. E Speedy revelou-se um verdadeiro apóstolo da verdade quando mostrou que havia um grupo de facínoras interessados em culpar os índios de ataques contra os operários da construção da linha de caminho-de-ferro, facínoras contratados por um financeiro que procurava apossar-se das ações da companhia.
E o final da novela mostra a aproximação entre aqueles dois que tanto se odiaram inicialmente.
Um livro interessante, mas contado de uma maneira um tanto aborrecida.

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